Saturday, September 22, 2007
Tuesday, February 01, 2005
Contra moinhos e ventos
A bordo do fiel Rocinante --que pode ser um carro do ano ou confortáveis sapatos velhos--, sai quase que diariamente para enfrentar moinhos de ventos como se fossem terríveis inimigos a serem inexoravelmente abatidos.
Quixote e de triste figura, mas imbuído às vezes dos mais belos sonhos, busca sobrepor todos os obstáculos --afinal, há uma Dulcinéia a proteger e todo um mundo a desvendar.
A loucura do Don Quixote inspira e norteia na busca das utopias. Ora mais ora menos febril que o esquálido personagem de Cervantes, identifica-se com sua bravura e bravatas, porque as vicissitudes do mundo sempre se colocaram como grandes obstáculos, ainda que fruto da delirante e/ou fértil imaginação, a transpor ou pelo menos compreender --muitas vezes sem êxito.
Mas eis que se meio que irreal, esta visão digamos quixotesca da vida delineia mais e melhores jornadas, edulcora as paixões, aquece o coração no compartilhamento das generosidades. E torna qualquer empreitada uma aventura, às vezes mais, às vezes menos errante, nunca insossa ou fútil.
Das paixões, então, nem se diga: são saboreadas como a última gota do derradeiro córrego à margem do deserto. Das lutas verdadeiramente vãs --o que fazer da criança triste e abandonada? a que demanda social efetivamente pertinente atender? onde está a justiça que deve ser protegida, meu Deus?--, às escolhas mais densas e pessoais --como amar aquilo que de mim se afasta? quais argumentos confrontar com as tiranias e as desigualdades?--, chega-se à transitoriedade da vida, que é o vento que faz girar as pás dos moinhos da existência aparentemente inútil.
O movimento --necessariamente a favor --demonstra o contrário, porém: sim, há um a batalha a ser lutada lá fora e aqui dentro, nem que seja ela apenas a justificativa para se manter em pé e alerta, porque é a sua presença que torna esse mundo real.
Se a realidade muitas e muitas vezes se delineia cruel e desanimadora, paciência: há uma lança, um cavalo magro e uma armadura, ainda que capenga, a de que se valer nesta passagem por esta terra. E uma Dulcinéia a conquistar e proteger.
Num devaneio de madrugada de sábado, na incontrolável necessidade de mudar o mundo, necessidade essa que graças aos céus permanece adolescente no coração, assim como a capacidade de amar a si a ao outro, há de se convencer de que há mais um e mais um dia a ser intensamente vivido. Portanto, trata-se de sair por aí cantarolando, feliz no dorso do Rocinante que a boa sorte reservou.
Luiz Caversan é jornalista e escreve para a Folha Online aos sábados
E-mail: caversan@uol.com.br
Friday, January 14, 2005
Respiro
A cada luar
Acordo em teus
Olhos
A cada sonhar
Respiro
Meu doce e verdadeiro
Amor por você...
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Tuesday, November 16, 2004
FREEDOM - from DAVID GRAY
Take your eyes off me
There's nothing here to see
Just trying to keep my head together
And as we make our vow
Let us remember how
There's nothing good that lasts forever
Time out on the running boards
We're running
Through a world that lost it's meaning
Trying to find a way to love
This running
Ain't no kind of freedom
Feel the touch of grief
You stand in disbelief
Can steal the earth from right beneath you
And falling in so far
They know just where you are
Yeah but there ain't no way to reach you
Time out on the running boards
We're running
Through a world that lost it's meaning
Trying to find a way to love
This running
Ain't no kind of freedom
Of freedomYeah yeah
It's time to clean these boats
Fold up these parachutes
The words goodbye but I can't say it
The end is close at hand
I think we understand
There ain't no use trying to delay it
Time out on the running boards
We're running
Through a world that lost it's meaning
Trying to find a way to love
This running
Ain't no kind of freedom
Freedom freedom
Time out on the running boards
We're running
Through a world that lost it's meaning
Trying to find a way to love
This running
Ain't no kind of freedom
Of freedom
Freedom
(Instrumental verse, repeat chorus)
Fasten on my mask
I'm bending to the task
I know this work is never finished
And if I close my eyes
I can still see you dancing
Laughing loud and undiminished
www.davidgray.com
Thursday, November 11, 2004
Free Counter
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